Os setores de construção civil e do mercado imobiliário apostam que serão fundamentais para a retomada da economia no pós-pandemia. Por injetarem recursos e gerarem empregos, rapidamente, para mão de obra sem qualificação, têm potencial de absorver parte dos desempregados e fazer a roda do consumo girar. Contudo, temem que os projetos de lei  que tramitam no Congresso Nacional, de proteção aos inadimplentes, tirem a capacidade de investimento no setor.

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), diz que a Caixa fez as contas e viu que podia dar uma carência para pagamento. “Não concordamos com os projetos que estão no Congresso, porque não fazem essas contas. Não levam em consideração a perda de capacidade de investimento”, sustenta.

Como a maior parte do crédito imobiliário do Minha Casa Minha Vida (MCMV) é financiado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a permissão de saques extras, nos últimos anos, está “sangrando o fundo”, alerta Martins. “Não vai ter dinheiro para tocar as obras. Não é assim, tem que fazer conta”, reitera. Ele lembra que muitos beneficiários do MCMV são funcionários públicos, uma vez que há faixas para rendas de R$ 4 mil e R$ 9 mil.

FONTE: Correio Braziliense