Blocos de concreto de má qualidade podem comprometer o resultado da reforma ou da construção, e elevar os custos finais com reposição de material e reparos nos revestimentos. A variação de peso entre blocos de um mesmo lote deve ser mínima. Peças mais leves que as demais têm maior porosidade, e por isso absorvem mais água, o que interfere na resistência.

A cor homogênea indica um controle ideal da cura (secagem) durante a fabricação. Se ela varia, em um mesmo bloco, ou de um bloco para outro em um mesmo lote, isso também é sinal de porosidade e variações na resistência. Blocos porosos e de baixa resistência tendem a quebrar facilmente e prejudicam a aderência da argamassa de revestimento. Para testar, basta despejar um pouco de água na superfície: se for absorvida em menos de 10 segundos, é porque o bloco é poroso, e seu uso poderá originar fissuras nas paredes.

Por outro lado, não há validade certa para blocos de concreto. Quanto mais “velho”, melhor a resistência (porque já estará bem curado, ou seco). Na hora de armazená-los, devem ser dispostos em pilhas de até 1,5 metros (sete blocos), em local próximo de onde serão utilizados, o que evita possíveis quebras durante deslocamentos. Segundo o consultor da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) Idário Fernandes, o material deve ser protegido da chuva com plástico. Se embolorarem, poderão ser lavados com hidrojato e usados normalmente, depois de secos.

Finalizada a obra, sobras podem ser aproveitadas na decoração da casa, como apoio de tábuas de madeira usadas como estantes. “É possível empregá-los em seu estado natural, mas é melhor aplicar resina hidrorrepelente, que evita manchas e facilita a limpeza”, diz Fernandes.

 

Fonte: Mapa da Obra