Bloquetes, pavimentos drenantes, pavimento intertravado, pavers de concreto… Esses são os diferentes nomes que o mercado oferece para o mesmo produto e composição: peças pré-fabricadas em concreto com diferentes medidas. Esse tipo de solução chegou ao Brasil na década de 70 e se tornou uma ótima opção para quem precisa pavimentar áreas externas.

O material tem substituído o famoso paralelepípedo e, frequentemente, é utilizado em espaços públicos, como praças, estacionamentos, avenidas, calçadas, pátios, ciclovias, entre outros. O uso em áreas residenciais tem ganhado destaque pelas vantagens que os pavers de concreto oferecem.

  • Tráfego imediato após a aplicação;
  • Ajustável conforme a necessidade de cada projeto;
  • Alta resistência;
  • Alto conforto de rolamento;
  • Antiderrapante, ideal para cadeirantes e deficientes visuais;
  • Ecológico e sustentável;
  • É possível retirar as peças sem a necessidade de quebrar o concreto;
  • Facilita a drenagem da água;
  • Reduz o escoamento superficial;
  • Instalação relativamente fácil;
  • É feito diretamente sobre um colchão de areia e não utiliza rejunte;
  • Aparência personalizada: permite a aplicação de cores e diversas paginações;
  • Blocos disponíveis em vários formatos: hexagonais, quadriculares, retangulares, entre outros.

Depois de analisar todas as vantagens deste tipo de pavimentação, o próximo passo é seguir dicas importantes caso a ideia seja aplicar pavers de concreto em áreas externas da casa, como varandas jardins, área da piscina ou garagens.

1. Tamanho e espessura

Profissionais que optam por utilizar pavers devem ter em mente o tamanho e a espessura das peças de concreto específicas para cada projeto. Arquitetos e engenheiros devem considerar a carga máxima a ser suportada pelo piso, sem que ocorra problemas, como quebras ou afundamento.

Resistência à compressão: fpk > 35 MPa

Espessura das peças de concreto (PCA – 1984)

  • 60 mm para tráfego leve, de pedestres;
  • 80 mm para tráfego de veículos comerciais ou veículos pesados;
  • 100 mm ou 120 mm para situações de tráfego muito pesado.

2. Segurança

Para saber se o piso antiderrapante é ideal para o ambiente desejado existe uma classificação que é chamada de Coeficiente de Atrito (CA). Seguir à risca essas regrinhas, evita e minimiza o perigo de acidentes.

  • Para a rampa, o coeficiente deve ser de pelo menos 0,75;
  • Para garagem e escadas é de 0,4.

Outro índice importante, é o de resistência ao desgaste, conhecido por PEI, que vai de zero a cinco, sendo que quanto mais alta a resistência, melhor. Para as áreas externas, o PEI deve ser igual ou superior a quatro.

3. Checklist

É interessante fazer um checklist com os tópicos mais importantes no que diz respeito a escolha, preservação e instalação do material.

  • Encontre marcas certificadas que atendam às normas técnicas;
  • Tente receber o material em paletes plastificados, além de agilizar a descarga, evita choques mecânicos;
  • Cuidado ao armazenar as peças, o ideal é que seja em local plano, seco e próximo ao local que será instalado;
  • Concilie o ritmo de recebimento dos pavers de concreto com a velocidade de assentamento. Evitando deixar por muito tempo as peças paletizada;
  • Antes do assentamento, verifique se as peças já atingiram no mínimo 80% da resistência especificada;
  • Na hora da execução, fique atento às recomendações do projeto e às orientações da NBR 15.953.

 

Fonte: Mapa da Obra