O setor da construção civil foi um dos setores que mais contratou durante a pandemia da Covid-19. As obras, por não exigirem mão de obra de grande qualificação, garantiram diversas oportunidades de empregos as pessoas mais vulneráveis ​​economicamente. Foi o setor que mais criou oportunidades, tanto com carteira assinada quanto com trabalhadores informais ou autônomos, em 2020.

Especialistas mostram que, após superar os desafios da escassez e da elevação dos preços dos insumos, o setor da construção civil deve continuar aquecendo em 2021 e pode gerar mais 200 mil empregos neste ano.

No final do ano passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a última Pesquisa Nacional Contínua por Amostra de Domicílios – PNAD, que registrou o crescimento ocupacional de quatro atividades em 10 categorias de atividades: construção civil, com a maior alta de 10,7 %; comércio e manutenção de veículos (4,4%); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%) e indústria (3%).

O Cadastro Geral de Emprego e Desemprego – Caged, que avalia apenas empregos com carteira assinada, também aponta que a indústria da construção civil é o setor com mais vagas de janeiro de 2020 a novembro de 2020: 157.881 mil. Um aumento de 34,6% em relação ao mesmo período de 2019.

Ieda Vasconcelos, Economista da Câmara Brasileira da Construção Civil, diz que “Os dois últimos meses do ano são sazonais, é um período mais chuvoso e, normalmente, o saldo de empregos é negativo. No entanto, tivemos o melhor novembro da série histórica, iniciada em 1992. Foram gerados mais de 20 mil novos postos de trabalho, o que mostra a força da reação da construção civil”.

 

FONTE: CPG