Cimento, água e agregados. Essa é a composição básica do concreto. Mas para melhorar a maleabilidade e resistência do material, um quarto elemento é utilizado: aditivos. E eles são vários. A escolha varia de acordo com o resultado que se deseja obter na obra. Saiba mais, a seguir.

“Existem no mercado diferentes tipos, cada um com uma função específica. Dependendo da obra e da classe de agressividade que a estrutura estará sujeita, pode se utilizar um ou mais aditivos”, explica Rubens Curti, coordenador do laboratório de concreto da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

Entre tantas opções, qual utilizar?

De acordo com Curti, os aditivos redutores – também conhecidos como polifuncionais – têm sido uma escolha frequente. Eles têm a capacidade de reduzir a água da composição do concreto e melhorar sua resistência.

“Já os dispersantes, também conhecidos como plastificantes, superplastificantes e fluidificantes, facilitam na dispersão dos grãos de cimento, aumentando a mobilidade das partículas e, consequentemente, do próprio concreto”, pontua Antonio Domingues de Figueiredo, diretor Primeiro Secretário do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON).

Há, também, os aditivos incorporadores de ar que aumentam a resistência mecânica, diminuem a segregação dos componentes e oferecem melhor acabamento. Outros tipos são: expansores, utilizados para situações que requerem preenchimento de espaço, e microssílica – que auxilia na produção de concretos de alta performance.

Os aditivos são indispensáveis?

A resposta é: depende do caso. Segundo Curti, “atualmente não se faz um bom e econômico concreto sem a utilização do aditivo”.

Figueiredo compartilha da mesma opinião, ao afirmar que a utilização do produto é sim indispensável, principalmente para concretos projetados por via úmida. “Na composição desse tipo de concreto é utilizado um aditivo acelerador de pega e endurecimento, responsável pelo rápido ganho de coesão do concreto e que torna possível produzir os revestimentos com concreto projetado”, completa.

Entretanto, na visão dos dois especialistas, a ausência do aditivo não implica em um concreto menos resistente. Porém, o consumo do concreto será maior, encarecendo a obra. “A resistência e a durabilidade estão vinculadas à relação água/cimento”, finaliza o profissional do IBRACON.

 

Fonte: Portal AECweb